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domingo, 2 de outubro de 2011

gentileza

O que é ser gentil?

Gentileza é um modo de agir, um jeito de ser, uma maneira de enxergar o mundo. Ser gentil, portanto, é um atributo muito mais sofisticado e profundo que ser educado ou meramente cumprir regras de etiqueta, porque embora possamos (e devamos) ser educados, a gentileza se trata de uma característica diretamente relacionada com caráter, valores e ética; sobretudo, tem a ver com o desejo de contribuir com um mundo mais humano e eficiente para todos. Ou seja, para se tornar uma pessoa mais gentil, é preciso que cada um reflita sobre o modo como tem se relacionado consigo mesmo, com as pessoas e com o mundo.

domingo, 26 de junho de 2011

Tempestade em copo d'água

Polêmica com livro didático mostra que há muito chão até que a linguagem deixe de ser vista apenas como instrumento de distinção social

Luiz Costa Pereira Junior

Sala de aula composta por jovens e adultos em Campo Limpo, São Paulo (SP): livro ensina tanto a variedade linguística quanto a norma culta

O governo federal descartou o recolhimento do livro didático Por uma Vida Melhor das 4.236 escolas públicas de educação para jovens e adultos que o receberam este ano. A medida é uma resposta ao mal-entendido ocorrido no mês passado, que fez da obra o pivô de um debate sobre o ensino das variedades do idioma adequadas a cada situação comunicativa.

- Evidentemente que não [será recolhido]. Já foi esclarecido que as pessoas que acusaram esse livro não o tinham lido - afirma à Língua o ministro da Educação Fernando Haddad.

O alarde foi provocado por uma reportagem de um portal da internet, no começo de maio, que ganhou repercussão "viral" e atingiu até o Jornal Nacional, da rede Globo. A tônica em todos os meios foi uma só: o Programa Nacional do Livro Didático, do MEC, teria distribuído a cerca de 485 mil estudantes uma publicação que faz a defesa da variante popular, e incorreta, do idioma.

A polêmica com o livro da coleção "Viver, aprender", organizado pela ONG Ação Educativa e publicado pela editora Global, destacou trechos de uma única página:

"Posso falar 'os livro'? Claro que pode, mas dependendo da situação, a pessoa pode ser vítima de preconceito linguístico".

Foi o bastante para uma saraivada de ataques de diversos setores, da Academia Brasileira de Letras a ex-ministros da Educação, políticos da oposição e editoriais de grandes veículos.

O copo d'água ganhava sua tempestade.

Adequação
O livro de Heloisa Ramos, Cláudio Bazzoni e Mirella Laruccia Cleto defende o uso da norma culta, nas situa­ções em que ela seja exigida, e de outras variantes, até da popular, de acordo com seu contexto específico. Língua teve acesso à obra e constatou que ela não diz que é correto falar errado, como foi propagado, mas que cada padrão exigido numa situação comunicativa tem formas adequadas e inadequadas de expressão do idioma.

Muitos consideraram o livro, no entanto, uma defesa do erro de português (alguns chegaram a afirmar que o livro continha erros) e defenderam a exclusividade da norma culta em qualquer situação de comunicação. Surpresa com a repercussão, Heloisa declarou, por meio de nota pública, que o propósito foi discutir o mito de que há apenas uma forma de se falar corretamente.

- Quando há conhecimento das muitas variedades da língua, é possível escolher a que melhor se encaixa ao contexto. Não se aprende a norma de prestígio decorando regras ou procurando significado de palavras no dicionário, mas praticando-a constante e intensamente - afirma.

Parâmetros
A obra foi destinada a 4,2 milhões de adultos e jovens em alfabetização, uma parcela dos 31 milhões de alunos do ensino fundamental, segundo o censo escolar 2010. Um aluno com características próprias, a que se deve ensinar o padrão do idioma sem intimidar, esclarece Vera Masagão, coordenadora executiva da Ação Educativa.

- Acreditamos que, se o aluno toma consciência do modo como ele fala, tem melhores condições de se apropriar da regra e usá-la quando for apropriado. Talvez, quando for falar com seus avós lá na roça, não precisará flexionar todas as palavras, mas quando for pedir um emprego, deverá se esforçar para falar de acordo com a norma, para mostrar ao empregador que a domina.

Pela primeira vez neste ano, esses alunos de EJA (educação de jovens e adultos) receberam obras do PNLD. Com o programa, o MEC submete livros didáticos a especialistas e só então oferece os títulos selecionados a professores e secretarias de Educação, para que façam suas escolhas.

Maria José Foltran, presidente da Abralin (Associação Brasileira de Linguística), divulgou nota pública em que considera o caso como marcado por posicionamentos "virulentos" e "até histéricos", apesar de o livro seguir os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais), de 1997.

- Não somente este, mas outros livros didáticos englobam a discussão da variação linguística com o intuito de ressaltar o papel e a importância da norma culta no mundo letrado. Portanto, em nenhum momento houve ou há a defesa de que a norma culta não deva ser ensinada.

Para ela, o fato de o aprendizado ser ou não bem-sucedido não se deve ao ensino de variedades linguísticas.

- O uso de formas linguísticas de menor prestígio não é indício de ignorância ou de qualquer outro atributo que queiramos impingir aos que falam desse ou daquele modo. A ignorância não está ligada às formas de falar ou ao nível de letramento.

Contexto
Um dos desafios do aprendizado de português tem sido a dificuldade de saber qual linguagem usar em determinadas situações e de identificar os diferentes níveis de formalidade, que por sua vez exigem usos específicos do idioma. As pessoas saem da escola sem saber interpretar textos e sem jogo de cintura para expressar-se fora das situações a que estão acostumadas. Isso acontece não só porque a escola ensina mal o padrão, dizem os linguistas. Mas porque o padrão é ensinado como se fosse uma verdade inabalável.

A noção de erro, assim, ganha outra dimensão. É antes usar uma variedade em vez de outra numa situação de comunicação em que a coletividade envolvida desaprova. É usar uma construção sintática que não soaria natural ao idioma ou não seria entendida. Uma dada forma tem regularidade na língua porque adequada à transmissão de uma informação específica num dado contexto. Daí surgirem as regras de uso para cada ocasião. O erro é sempre social e relacionado a quem se destina a mensagem.

Para o linguista Sírio Possenti, professor da Unicamp e colunista de Língua, a celeuma com o livro foi fruto da descontextualização. Uma página da obra teria sido "sistematicamente mal lida" pelos comentaristas. 

- O problema foi destacar trechos isolados do livro e dar-lhes uma interpretação que pode até ser considerada possível, mas não cabia, considerado o texto inteiro - diz.

                               O ministro Haddad: as pessoas acusaram o livro sem lê-lo
Repercussão
Duas passagens foram alvo dessa estratégia, afirma o linguista. Uma foi aquela em que o livro responde "pode" à pergunta se se pode dizer "Os menino pegam o peixe".

- "Pode" foi lida como se a forma devesse ser ensinada na escola (quando é apenas apresentada e analisada brevemente na obra); poderia ser lida como uma constatação (se os autores escrevessem "muitos dizem" talvez o livro não tivesse sido lido tão grosseiramente); além do mais, está escrito que a escola deve ensinar a norma culta: essa passagem às vezes foi "esquecida" pela imprensa - responde Possenti.

 O outro trecho que provocou confusão, aponta o professor, foi o aviso de que, dependendo da circunstância, poderia ser objeto de preconceito.

- O trecho foi lido como uma defesa do "erro". Mas toda essa grita mostra que há mesmo preconceito...

O linguista divertiu-se com muitas declarações de quem viu no livro uma defesa do erro. Vários analistas, diz Possenti, produziram formas que condenariam, como "Quando eu tava na escola"; "A língua é onde nos une" e "Onde fica as leis de concordância?".

- Uma leitura mais desapaixonada por parte dos leigos em linguística (ou uma leitura técnica de  especialistas) mostraria que o livro trata só da comparação entre duas formas, uma padrão e outra popular, de concordância de gênero e de verbo com sujeito. Um fato absolutamente banal e corriqueiro - afirma ele.

O gramático Ataliba de Castilho, da USP, diz que leituras desfocadas são comuns ante obras do gênero.

- Outro dia li na internet um cara me desancando porque em minha Nova Gramática do Português Brasileiro menciono a variante popular, e o cara entendeu que eu estava dizendo que tudo aquilo agora é "norma" - lembra.

Abordagem
Ataliba considera que, dada a facilidade com que o tema tende a ser mal-interpretado, os linguistas devem redobrar o cuidado na abordagem.

- Talvez a confusão venha do uso, por linguistas, da expressão "norma vernácula", para remeter à língua familiar, não interessando qual o nível sociocultural da família. Como entre nós "norma" tem um sentido muito preciso, arma-se a confusão. Que terá suas vantagens, pois será sempre oportunidade para esclarecer as coisas - diz.

Se quisessem blindar o livro de ataques abaixo da cintura, os autores nem teriam tanto trabalho para reformular a redação, avaliam os especialistas. A resposta à pergunta "Mas posso dizer 'os livro'?" poderia não ser "É claro que pode", mas "Pode, dependendo do tipo de texto que você estiver escrevendo". Do jeito que está a resposta, se tirada do contexto (como foi), pode-se inferir que os autores dizem que a exigência da norma culta é sempre preconceituosa, o que não é verdade nem foi escrito.

Contra a ignorância e o mal-entendido, todo cuidado é pouco.

Fonte: http://revistalingua.uol.com.br/textos

sábado, 2 de abril de 2011

CORAÇÕES E MENTES

Corações e mentes




Por muito tempo o órgão vital ocupou um lugar de destaque na lógica da linguagem
Aldo Bizzocchi

Por muito tempo se acreditou que o coração fosse a sede da mente. Como os pensamentos, em geral, suscitam sentimentos, e vice-versa, ambos deviam nascer no mesmo lugar. (A distinção entre razão e emoção só ganhou força com a filosofia cartesiana, no século 17.) E como os sentimentos em geral mexem com nosso sistema circulatório, causando aperto no peito, palpitações, taquicardia, rubor das faces etc., era natural relacionar o que se passava no espírito (o termo "mente" não era usual) com o órgão do corpo que mais parecia afetado por esses estados, ou seja, o coração.
Embora o anatomista Herófilo de Alexandria já observasse no século 4 a.C. que os nervos se ligam todos ao cérebro, que considerou o centro da inteligência, a crença generalizada era a de que a sede do espírito era o coração. Tanto que, ao mumificar os mortos, os egípcios extraíam o cérebro pelas narinas com a ajuda de um gancho metálico, para descartá-lo. Já o coração era retirado e preservado em natrão (substância à base de carbonato de sódio) num vaso ricamente decorado chamado canopo, para que o morto pudesse reutilizá-lo no além-túmulo. Outros povos que praticavam a mumificação, como os incas, retiravam o coração do morto e o conservavam em urnas funerárias, demonstrando que o órgão era objeto de respeito e veneração. Enquanto isso, o cérebro, como as vísceras, era jogado fora.
Também o Evangelho testemunha a convicção de que o coração é a casa da alma. Em Mateus 15:17-20, Jesus diz: "Ainda não compreendeis que tudo que entra pela boca desce para o ventre, e é lançado fora? Mas o que sai da boca, procede do coração, e é isso que contamina o homem. Pois do coração procedem maus pensamentos, assassínio, adultério, prostituição, furto, falso testemunho, blasfêmia. São estas coisas que contaminam o homem". Ou seja, nem o Filho de Deus conhecia a fisiologia do sistema nervoso.
Origem
Essa crença se reflete em diversas expressões em que o coração é visto como a origem dos pensamentos e das emoções. Um exemplo em português é a expressão "de cor", que significa "de memória": cor é "coração" em latim. Daí vêm as expressões equivalentes par coeur em francês e by heart em inglês. Aliás, a palavra "coragem", do francês courage, deriva de coeur: o destemor é uma das qualidades do coração.
Mas há muitas expressões relacionando o coração à mente: ter bom coração é ter boa índole, isto é, nutrir pensamentos e sentimentos positivos em relação aos outros. Ter atitude mental amigável é ser cordial (do mesmo radical do latim cor). Partir o coração de alguém é causar sofrimento psíquico. Não ter coração é ser insensível. Ficar com o coração apertado é sentir angústia. Ter coração mole é ser benevolente em excesso. Coração pesado é peso na consciência. Balançar o coração de alguém é provocar paixão.
Temos também expressões idiomáticas como "Quem vê cara não vê coração" (não vê o caráter). Em inglês, temos to be young at heart, "ser jovem de espírito" (na verdade, ter mente jovem). E a curiosa expressão As a man thinks in his heart, so he is, que significa "Conforme um homem pensa dentro de seu coração, assim ele é". Ou seja, o coração "pensa".
A antiga medicina acreditava que os estados de espírito fossem o resultado da combinação de humores, isto é, líquidos, que temos no corpo (daí falar-se em bom ou mau humor). Esses humores seriam quatro: a bile negra (responsável pelo temperamento melancólico ou atrabiliário), a bile amarela (donde o temperamento colérico), a fleuma (daí o temperamento fleumático) e o sangue (temperamento sanguíneo).
Cérebro
Hoje sabemos que pensamentos e emoções são produto do cérebro. A atividade mental é fruto de reações químicas que geram correntes elétricas nos neurônios. As reações são desencadeadas por neurotransmissores e hormônios. Por isso, muitos estados emocionais negativos são tratados com medicamentos (tranquilizantes, estimulantes, antidepressivos).
Um bom modelo de como a mente opera foi proposto pelo psicólogo suíço Carl Gustav Jung. Para ele, a mente realiza quatro processos cognitivos: dois de percepção (a sensação e a intuição) e dois de julgamento (a razão e a emoção). A coisa funcionaria mais ou menos assim: nossa mente recebe o tempo todo informações do meio exterior pelos sentidos (sensação) e também do inconsciente por meio de lembranças e insights (intuição). Ao chegar à consciência, essas informações produzem primeiro sentimentos (emoção) e, a seguir, pensamentos (razão).
Impulso
É pelo fato de a emoção ser mais rápida e poderosa do que a razão que muitas vezes agimos por impulso - o que por vezes garante a nossa sobrevivência. (Imagine se fôssemos ficar ponderando o que fazer diante de um carro na iminência de nos atropelar.) Mas nos leva a tomar atitudes impensadas das quais nos arrependemos. São esses sentimentos e pensamentos que motivam nossas ações, as quais geram novas percepções e julgamentos, num ciclo interminável de interação com o meio.
Portanto, todas as emoções e pensamentos são produto da mente, que nada mais é do que o cérebro em funcionamento, e não do coração. Essa constatação, se hoje já não causa mais espanto, deve ter abalado corações e mentes no passado. A crença de que a sede do espírito é o coração deixou vestígios na linguagem até os dias de hoje. E, cá para nós, ter boa mente ou cérebro mole, estar com a mente apertada ou o cérebro partido e, sobretudo, balançar a mente ou ser dono do cérebro de alguém não é nada romântico.

Aldo Bizzocchi é doutor em linguística pela USP e autor de Léxico e Ideologia na Europa Ocidental (Annablume)

quinta-feira, 17 de março de 2011

Batalha do Jenipapo

Sem esquecer os heróis de 1823,que ao entrarem em campo de batalha ofereceram ao Piauí e ao Brasil o mais belo testemunho de patriotismo e dignidade cívica, gostaria hoje de destacar Raimundo Filho pela sensibilidade com a qual foi capaz de retratar com precisão e riqueza incomparável de detalhes e movimentos o Grande Feito.


Parabéns,professor Raimundo ! É belíssimo!



sexta-feira, 14 de janeiro de 2011




O motivo deste post não é político, mas suas duas possíbilidades de leitura: os discursos feitos antes e depois da posse dos candidatos

POLÍTICOS ANTES DA POSSE

Nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar nossos ideais
Mostraremos que é grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo de nossa ação.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
os recursos econômicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.

(Autor desconhecido)

DEPOIS DA POSSE:

Basta ler o texto de baixo para cima, frase a frase


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

MAIS BELA DE TODAS AS COISAS: O AMOR!!!



MAIS BELA DE TODAS AS COISAS: O AMOR!!!

OLÁ,

O final de ano se aproxima, momento de reflexão, de fazer o balanço do ano que se finda e planejar o novo ano.

Resolvi dividir com vocês, para nossa reflexão conjunta, um poema, uma obra prima desta grande mulher que já viveu entre nós e nos encantou com sua caridade e fraternidade eternas: Madre Tereza de Calcutá.

O dia mais belo: hoje
A coisa mais fácil: errar
O maior obstáculo: o medo
O maior erro: o abandono
A raiz de todos os males: o egoísmo
A distração mais bela: o trabalho
A pior derrota: o desânimo
Os melhores professores: as crianças
A primeira necessidade: comunicar-se
O que traz felicidade: ser útil aos demais
O pior defeito: o mau humor
A pessoa mais perigosa: a mentirosa
O pior sentimento: o rancor
O presente mais belo: o perdão
o mais imprescindível: o lar
A rota mais rápida: o caminho certo
A sensação mais agradável: a paz interior
A maior proteção efetiva: o sorriso
O maior remédio: o otimismo
A maior satisfação: o dever cumprido
A força mais potente do mundo: a fé
As pessoas mais necessárias: os pais
A mais bela de todas as coisas: O AMOR!!!



 

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Museu da Língua Portuguesa

Marco histórico da Cidade de São Paulo, o prédio da Estação da Luz, com sua arquitetura inglesa do início do século XX, passou por um apurado processo de restauro e adaptação para receber as instalações do Museu da Língua Portuguesa, inaugurado em março de 2006.



O Museu da Língua Portuguesa ou Estação Luz da Nossa Língua é um museu interativo sobre a língua portuguesa localizado na cidade de São Paulo no histórico edifício Estação da Luz, no Bairro da Luz, concebido pela Secretaria da Cultura paulista em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, tendo um orçamento de cerca de 37 milhões de reais.
O objetivo do museu é criar um espaço vivo sobre a língua portuguesa, considerada como base da cultura do Brasil, onde seja possível causar surpresa nos visitantes com os aspectos inusitados e, muitas vezes, desconhecidos de sua língua materna. Segundo os organizadores do museu, "deseja-se que, no museu, esse público tenha acesso a novos conhecimentos e reflexões, de maneira intensa e prazerosa".

 A língua fala por si. A importância de tratar da língua seja através dos museus, dos programas, dos acordos ortográficos, seja através dos processos de liberalização das falas novas, a língua é importante. A língua é nossa mãe. O museu cuida de todos os aspectos da língua escrita, falada, da língua dinâmica, a língua da interação, a língua do afeto, a língua do gesto, e de tudo isso este museu vai cuidar. 
   
Assim expressou-se Gilberto Gil, durante a cerimônia de inauguração do Museu.

Veja imagens:


Totens interativos que permitem o acesso multimídia a informações sobre as línguas que influenciaram a formação da Língua Portuguesa contemporânea






Foto da Grande Galeria, com seu telão de 106 metros.


Mapa dos Falares






Visitantes observando o piso luminoso da Praça da Língua.



Painel mostrando Linha do Tempo da Língua Portuguesa


Trechos pendurados deGrande Sertão: Veredas, a obra-prima de Guimarães Rosa, no Salão de Exposições Temporárias do museu.


Diagrama das Grandes Famílias Lingüísticas do Mundo, onde é possível vislumbrar as raízes indo-européias do Latim, passando pelo Romanche até o Português moderno.












É fundamental as pessoas se comunicarem. É preciso ter conhecimento da língua para se aprofundar em vários temas. E nesse espaço encontramos uma forma de dirigir as pessoas ao estudo, ao interesse pela língua e também de ter uma intersecção do mundo acadêmico para o dia-a-dia.

José Roberto Marinho



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